Será que tem alguém ai do outro lado?

Nas primeiras postagens aqui do Diário de Catavento, falei muito sobre acreditar em si mesmo, seguir seu sonho e mergulhar de cabeça nas coisas que tem vontade de fazer. Pois bem, hoje consegui dar o primeiro passo naquilo que “sonho em ser quando crescer”. Hoje coloquei a disposição do mundo meu trabalho autoral, texto escrito por J.H Martins, meu esposo. E por diversos motivos bem idiotas essa publicação quase não saiu!

Sabe aquela "vozinha" que insiste em martelar na cabeça da gente com coisas negativas? Coisas do tipo: Não sou bom o suficiente, por exemplo. Então, infelizmente por muito tempo dei ouvidos a ela e quase cai nesse papo furado! De que meus desenhos são muito ruins, que está cheio de erros e todo mundo vai perceber. Que não tenho talento o suficiente e só estou perdendo meu tempo! Enfim, nem quero ficar lembrando dessa "pá" de coisas negativas que ficou passando aqui nessa cabeça de catavento, ok?

Levou um tempinho, mas finalmente percebi porque essas porcarias todas acabam tomando conta da gente. Esse “lado negro da força” é acionado sempre que algo muito importante tem que acontecer.  A conclusão e a publicação dessa revista foi algo super importante para mim.
Importante porque pesa muito a responsabilidade de ser um contador de histórias. E realmente me preocupo se meus leitores vão entender no final qual é “a moral da história”.  Se as pessoas vão se identificar com esse personagem, se a narrativa faz sentido. Se meus desenhos estão claros o suficiente para o leitor imaginar sozinho todo o universo desse personagem. Enfim, é uma série de coisas que um quadrinista tem que pensar antes mesmo de pôr tudo no papel. 

Mas também não adianta nada todo esse cuidado e planejamento se vai ficar tudo guardado em uma gaveta. E era isso mesmo que ia acontecer. Foi preciso mover uma grande barreira na qual eu  mesma coloquei. Acho que nessa etapa do processo faltou aquela ousadia que é tão comum nos adolescentes. Da mesma forma que percebi que estava deixando de sonhar como uma criança, a coragem que é bem típica dos mais jovens ficou de lado também. Apesar de tudo, foi muito bom ter passado por isso e superado essa dificuldade pessoal. E falar publicamente sobre isso reforça ainda mais essa mudança.



O que eu tenho em mente a partir de agora, independe de tudo isso dar certo ou não é que preciso tentar mais. Ficar esperando o “dia perfeito” chegar, a maturidade artística de meu trabalho... Francamente isso não vai acontecer sem pelo menos tentar alguma vez. Só vocês leitores serão capazes de julgar e dar esse feedback. Bem, eu vou continuar aqui, estudando, praticando e contando outras histórias. Mesmo que ninguém apareça pra ouvir. Mas se alguém estiver aí do outro lado, vai ser muito melhor!

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