Arte no Divã: Por que gostamos tanto de personagens?

O fato é que
eles já fazem parte da nossa rotina e estão em todos
os lugares: no cinema, na música, nas telenovelas, séries de tv, nos
quadrinhos, livros, vídeo games, enfim. Até mesmo nas embalagens que
consumimos! Neles buscamos semelhanças, inspiração, e porque não um exemplo
para seguir. "Humanos adoram humanos" , já
dizia o mestre Scott McCloud em seu livro Desenhando Quadrinhos, da editora M Books. Mas nossa busca por semelhanças no outro vai muito mais além. É como se tivéssemos a todo instante procurando algo que se pareça humano, por exemplo: visualizar uma carinha sorridente na tomada, uma silhueta misteriosa naqueles
nós que formam na madeira. Ou até mesmo um pingo de humanidade em vilões
como Darth
Vader, ao se sacrificar para defender seu filho.

Qual será a receita que os grandes criadores usam em um bom personagem? Walter White por exemplo surpreendia a cada novo episódio da série Breaking Bad. Darth Vader se consagrou como um dos maiores vilões de todos o tempos. Mas por que será que alguns personagens chamam tanto a nossa atenção?
Mesmo
sabendo que tudo não passa de ficção, criar um personagem é como dar vida
a um ser. E como criador, Roberto Gómez Bolaños soube muito bem fazer isso. A "fórmula perfeita" que ele usou em seus personagens é indiscutível. Alguma vez você
questionou o fato de adultos interpretar crianças? Provavelmente você nunca se importou também com a estrutura tão repetitiva do programa. E ainda sim, a
gente não se cansa de assistir Chaves. Ele consegue despertar um senso tão comum do que representa a infância de um menino pobre, que é impossível não se identificar com ele. Resultado disso: o programa está no ar há mais de 30 anos no Brasil.
Um outro bom exemplo é Os Simpsons. Não me pergunte como lembro disso, mas eu tinha uns 3 anos quando assisti pela primeira vez o programa. Na minha época Os Simpsons era a sensação da criançada, assim como hoje é Peppa Pig. Mas o conteúdo explorado ali, todo mundo sabe que de infantil não tem nada! E ainda assim as crianças assistem, mesmo sem absorver o conteúdo da série. O programa é o típico caso de sucesso entre adultos e crianças. Os criadores usaram na minha opinião, a fórmula exata para compor um personagem: conteúdo denso, cheio de referências da cultura popular, mas em um formato visual caricato e infantil. E como criadora é exatamente nessa linha que pretendo levar meus personagens e histórias.
Um outro bom exemplo é Os Simpsons. Não me pergunte como lembro disso, mas eu tinha uns 3 anos quando assisti pela primeira vez o programa. Na minha época Os Simpsons era a sensação da criançada, assim como hoje é Peppa Pig. Mas o conteúdo explorado ali, todo mundo sabe que de infantil não tem nada! E ainda assim as crianças assistem, mesmo sem absorver o conteúdo da série. O programa é o típico caso de sucesso entre adultos e crianças. Os criadores usaram na minha opinião, a fórmula exata para compor um personagem: conteúdo denso, cheio de referências da cultura popular, mas em um formato visual caricato e infantil. E como criadora é exatamente nessa linha que pretendo levar meus personagens e histórias.
Eu citei
aqui o Chaves e os Simpsons, mas poderia exemplificar isso com qualquer
outra franquia de sucesso. Tanto uma como a outra, o senso comum dos
personagens é mais poderoso do que qualquer outra coisa. Tão poderoso que faz a
gente esquecer completamente que um adulto está interpretando uma criança. Ou acreditar que uma
família de pele amarelo canário realmente exista. O que acho mais interessante nisso tudo, é a capacidade que temos de se reconhecer, seja em outras pessoas, animais, formas, objetos. E assim conseguir criar e fazer da vida um grande espetáculo!

Gostei da síntese, com exemplos tão diferentes.
ResponderExcluirQue bom que gostaste Anderson! Confesso que foi um pouco difícil desenvolver a ideia desse post. Fiquei com receio das pessoas não entender essa análise, por isso que utilizei exemplos bem comuns entre público. Obrigada pelo comentário 0/
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